A candidatura do vereador de Natal Tércio Tinoco ao Senado representa um marco para a inclusão e a representatividade política das pessoas com deficiência no Brasil. Cadeirante e reconhecido pela atuação em defesa da acessibilidade e dos direitos das PCDs, Tércio figura como a única candidatura de cadeirante ao Senado nas eleições de 2026.
O levantamento nacional foi realizado pelo Diário PcD, por meio do projeto Eleições Inclusivas 2026, que monitora candidaturas PCD com base em informações públicas da Justiça Eleitoral e em dados encaminhados pelos próprios candidatos.
"Somos mais de 18 milhões em todo o Brasil, mas as pessoas com deficiência ainda seguem com pouca ou até mesmo sem representação nos espaços de decisões políticas. Ampliar a presença de pessoas com deficiência nos parlamentos significa garantir que as políticas públicas sejam construídas também a partir da experiência de quem enfrenta diariamente as barreiras da falta de acessibilidade e da exclusão", diz o candidato.
Na Câmara de Vereadores de Natal, Tércio consolidou sua atuação na defesa da inclusão, sendo autor de projetos voltados à acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência. "A representatividade importa porque quem vive a realidade da pessoa com deficiência conhece, na prática, os desafios da acessibilidade, da inclusão e do respeito aos direitos. Precisamos ocupar os espaços de decisão para que essas pautas deixem de ser exceção e passem a fazer parte das prioridades do país", afirma Tércio.
Candidaturas de PCDs no Brasil
De acordo com o TSE, nas eleições de 2026 foram registrados 518 pedidos de registros de candidatas e candidatos que declararam possuir algum tipo de deficiência. O número é superior ao registrado nas eleições gerais de 2022, quando foram solicitados 489 registros de candidaturas de pessoas que declararam algum tipo de deficiência. Entre os 518 registros de 2026 identificados na atualização do TSE, estão:
- 206 candidatos com deficiência física — 39,77%;
- 112 com deficiência visual — 21,62%;
- 73 na categoria “Outros” — 14,09%;
- 69 candidatos com TEA/autismo — 13,32%;
- 58 com deficiência auditiva — 11,2%.
Fontes: TSE e Diário PCD