O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, encaminhou para a Procuradoria-Geral da República um pedido de manifestação sobre o possível arquivamento da investigação aberta contra o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), escolhido para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como vice.
A apuração teve origem em uma denúncia por estupro apresentada por parlamentares da base do governo Lula durante a CPMI do INSS, comissão em que Gaspar atuou como relator, responsável por conduzir a investigação sobre as fraudes bilionárias contra aposentados na Previdência Social. A denúncia foi utilizada por opositores como tentativa de desqualificar o trabalho do deputado no colegiado.
Semanas depois, apurou-se que a acusação contra Gaspar havia sido inventada por um comerciante do Rio de Janeiro, que teria fabricado a denúncia com o objetivo de extorquir dinheiro de políticos.
Apesar de a fragilidade do caso já ter sido identificada, o processo segue formalmente em tramitação no STF, agora sob análise da PGR, que não tem prazo definido para se manifestar sobre o pedido de arquivamento, o que significa que a investigação pode permanecer aberta por tempo indeterminado.