Veraneio: Recordações

03/01/2020 às 13:25


Como um bom gordinho, parte das minhas recordações vem pela boca. De Tibau eu lembro do grude, taioba (é um búzio com uma carne que tem dentro), geleia, um peixe chamado parum, chupar cana, comer pão doce, avoete (arribaçã), cajarana, pescar piaba para comer. Alguns porres gigante, festas no Creda e Álibi, Zé Félix, futebol lá em casa. Certa vez eu e meus amigos fomos enfrentar os nativos, um jogo de futebol, depois que a gente estava perdendo de 6 a 0, meu primo Saulo teve a feliz ideia, se na bola a gente não ganha vamos resolver na tapa. 30 meninos brigando, mas vencemos, éramos mais gordinhos. Na nossa casa de praia, era meia parede, não tinha forro, toda noite tinha guerra de frutas de plástico, na verdade começava com as frutas e depois era com sapato mesmo. Somos quatro lá em casa, mais primos, tio, era uma casa cheia. Por 20 anos fui para Tibau, depois Muriu (Porto-Mirim), que não sou muito fã. Passei alguns poucos em Pirangi. Mas nada parecido com Tibau. Os contos que relatei aqui tem exageros, mas acho que cada pessoa se identificou com alguma história ou parte delas. Teve gente que achava que era o retrato da minha família. Não, mas teve sim inspirações. Se alguém me perguntar se veranear é ruim, eu respondo, de jeito nenhum. É maravilhoso. Momento mágico, principalmente na adolescência.





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