Jornalismo no RN: Parasitas do poder

12/02/2020 às 08:44


Em 1814, Napoleão Bonaparte foi derrotado, perdeu o poder e foi preso na ilha de Elba. Enquanto esteve no desterro, foi criticado e linchado moralmente pela imprensa. Em fevereiro de 1815, ele consegue fugir e inicia a luta pra recuperar o trono. No percurso que fez de volta à França, o jornal El Monitor Universal publicou uma série de manchetes no mês de março. Elas são o retrato do adesismo que acompanha até hoje uma grande parte da mídia, principalmente no RN. Jornalistas que apoiaram Garibaldi, Fernando Freire, Wilma, Iberê, Rosalba, Robinson, Fátima e vão apoiar os próximos governadores, sejam eles quem forem. O costume aqui do RN já acontecia na França de Napoleão. Seguem as manchetes: 9 de março: O monstro escapou de seu exílio. 10 de março: o ogro corso desembarcou em Cabo Juan. 11 de março: O tigre foi mostrado no chão. As tropas avançam para parar seu progresso em todos os lugares. Isso concluirá sua miserável aventura se tornando um vagabundo entre as montanhas. 12 de março: O monstro já avançou por Grenoble. 13 de março: O tirano está agora em Lyon. O medo se espalha nas ruas por sua aparência. 18 de março: O Usurpador se aventurou mais perto. São 60 horas de distância da capital. 19 de março: Bonaparte avança com marcha forçada, mas é impossível para ele chegar a Paris. 20 de março: Napoleão chegará às muralhas de Paris amanhã. 21 de março: O imperador Napoleão está em Fontainebleau. 22 de março: Ontem à tarde, Sua Majestade O Imperador fez sua entrada pública e chegou às Tullerias. Nada pode exceder a alegria universal. Viva o Império! Viva também o RN de Fátima!

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