O prefeito de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, Paulinho da Habitação (PROS), foi acusado de usar o cargo executivo para favorecer sua campanha à reeleição na Prefeitura do município. Uma ação judicial, promovida pela Coligação Liberta São Gonçalo (PSDB, PSC e Solidariedade), aponta circunstâncias em que Paulinho teria abusado do seu poder político e econômico, com a utilização da máquina pública.
Dois casos são citados no processo. Em ambos, cargos foram distribuídos para que pessoas mudassem seu posicionamento político. As situações foram registradas por meio de postagens nas redes sociais, publicações no Diário Oficial do Município e conversas vazadas entre amigos.
Em um dos casos, um blogueiro, após ter pedidos não atendidos, iniciou uma série de publicações contra Paulinho da Habitação e pessoas próximas à Prefeitura. Entre as provas exibidas no documento, várias imagens de críticas no blog ao prefeito foram anexadas.
Segundo a ação, após um almoço, os pedidos do blogueiro foram atendidos e sua esposa, conforme consta em publicação no Diário Oficial, foi nomeada para o cargo de Coordenadora de Tecnologia da Informação da Educação da Secretaria Municipal de Educação. Desde então, apenas opiniões positivas sobre o prefeito foram publicadas.
Além desta situação, uma conversa vazada entregou mais uma suposta situação de abuso por parte de Paulinho da Habitação. Um homem teria recebido a visita de um emissário do Executivo em sua casa e recebido um cargo na Prefeitura. Depois disso, o “novo apoiador” iniciou uma série de publicações em suas redes sociais, favorecendo Paulinho.
Apesar de demonstrar estar do lado do prefeito, o homem, em uma conversa particular com um amigo, disse que com promessas para ajustar suas dívidas, um cargo e R$ 500, Paulinho recebeu o seu apoio, mesmo afirmando que “não merece”.
A ação solicita que, caso seja condenado, Paulinho da Habitação tenha seu registro cassado e se torne inelegível. Recentemente, um grupo de vereadores de São Gonçalo resolveu entrar com um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar ações do prefeito em repasses indevidos à Previdência e problemas estruturais em obra executada pela Prefeitura.