Passadas as eleições de 2020, com resultados impressionantes em algumas cidades do RN, é chegada a hora dos candidatos pagarem as promessas de campanha.
Primeiro vem o pagamento das promessas feitas aos santos e outras entidades espirituais. Depois, é hora de pagar as promessas feitas aos aliados e apoiadores, essas mais caras do que as velas gastas no pagamento das primeiras. Por fim, as promessas de campanha feitas aos eleitores.
Ora, todos sabem que as promessas de campanha pressupõem que o candidato seja minimamente honesto para não prometer o que sabe de antemão que não vai cumprir.
Ainda assim, existem os que prometem, prometem, e nunca realizam. Para os vencedores, as promessas não cumpridas depõem contra o exercício do mandato, mas o mau pagador aposta na memória curta do povo.
Para os derrotados, o pagamento das promessas vira uma caixinha de surpresas. Por que pagar se perdi?! Com base nessa indagação acalmam suas consciências e os trambiques têm início.
Ainda restam os cínicos do “devo, não nego, pago quando puder”. Ou seja, se vocês me elegerem na próxima eu pagarei as promessas que fiz na campanha da qual saí derrotado.
E assim caminham as relações dos políticos com o povo em cada campanha eleitoral e a cada dois anos.