Qualquer um pode conquistar o governo do RN em 2022, bastando ter a) dinheiro, b) capital político, c) base ideológica e d) ser um outsider.
Nessa última categoria, tivemos Vilma de Faria, que para ser líder rompeu o casamento e se tornou independente; Carlos Eduardo fez o mesmo com a família para liderar em Natal; Rosalba saindo de Mossoró para conquistar o Senado e o governo do RN; e Styvensson, fenômeno das urnas em 2018.
O ministro Rogério Marinho também virou um outsider pois não tem mais os votos herdados dos familiares (o avô Djalma e o tio Marcio estão mortos, o pai Valério envelhecido e esquecido).
Outro outsider é a senadora Zenaide Maia, que tem coragem e um carisma matuto para almejar se candidatar ao governo, mas não tem votos sozinha em todo o RN, dependendo de um “puxador de votos” como Fátima. Um fator positivo é o mandato de 8 anos, não tem nada a perder.
Rogério Marinho e Fabio Faria querem o Senado em 2022, mas apenas um deles sairá candidato, e sem os ministérios que detém nenhum dos dois, precisam se sustentar no governo até abril de 2022. Assim, o governo do RN seria um pesadelo para ambos.
O deputado Ezequiel Ferreira esconde o jogo. Pode compor com Fátima e sair candidato ao Senado. Ezequiel também pode compor uma frente de oposição contra Fátima. Vai depender da popularidade dela.
O prefeito Alvaro Dias tem coragem e frieza para disputar o governo em 2022, mas depende de uma aliança com Ezequiel Ferreira, Carlos Eduardo e os espólios políticos de Garibaldi, Henrique e José Agripino.
O capital político de Carlos Eduardo não ultrapassa os limites da região metropolitana da capital, o desafio dele é ultrapassar a Reta Tabajara.
O senador Styvensson poderia ser a nova Vilma de Faria, um outsider sem alianças, enfrentando os “grupos familiares” e repetir o sucesso de Alysson em Mossoró, só que para o governo. Entretanto, a Styvensson falta habilidade emocional no trato com as pessoas.
Por fim, a governadora Fatima Bezerra, que é um desafio em si mesma. Fátima carrega uma história política lastreada no sindicalismo e na ideologia petista. Faz uma gestão pífia no governo, cuja maior obra é pagar a folha de servidores "em dia". Lançou-se candidata à reeleição impondo um corpo de vantagem sobre todos os eventuais competidores.
O ano 2022 está longe para os soberbos e muito perto para os coxos, que devem partir cedo.