O vereador eleito Robério Paulino manda nota tentando explicar o que disse. Robério quer que eu publique a nota e não comente. Deve ser piada, porque meu serviço é justamente comentar, principalmente quando um político fala bobagens, como é comum Robério fazer. Quer ser elogiado? Deixe de falar besteira, amadureça.
Segue Nota de Esclarecimento:
Prezados. Esse é um assunto muito sério para brincadeiras. É uma discussão séria. O que tentei dizer é que a ocupação da orla de Natal, no passado, foi feita de forma muito errada, com as casas e prédios construídos muito em cima da linha d’água, o que hoje causa o imenso problema de que quando a maré sobre, você não pode caminhar na faixa de areia, que some. O mesmo problema ocorre em outros lugares do país. Em João Pessoa, por exemplo, diferentemente de Natal, a calçada e prédios estão a mais de 100 m da linha d’água, o que permite um imenso e lindo calçadão e passeios noturnos, o que é impossível em Ponta Negra e outras praias nossas, sujas e inseguras à noite, por exemplo. Além disso, o nível do mar tem subido, pelo derretimento dos polos e geleiras, ameaçando as construções muito próximas à linha da praia. O mar termina tentando retomar seu espaço. Em vários lugares do mundo e em mesmo em nossas praias no RN o mar tem avançado sobre muitos imóveis. Essa não é uma discussão só minha, mas de muitos urbanistas, em muitas universidades. Com um planejamento urbanístico de longo prazo, que Natal infelizmente não tem, com horizonte de 20 anos, por exemplo, não seria nenhum absurdo ir gradativamente transferindo os equipamentos hoteleiros mais próximos da praia (me refiro a Ponta Negra, não à Via Costeira) um pouco mais para cima, de forma a ampliar um a faixa de areia e fazer um calçadão mais largo. Em muitos países isso vem sendo feito ao longo do tempo, com planejamento. Num prazo mais dilatado isso poderia ser feito sem causar grandes prejuízos econômicos a ninguém, pelo contrário, beneficiaria a todos. Mas foi apenas uma ideia no calor do debate, decorrente do que tenho visto se fazer em vários lugares do mundo. Infelizmente para alguns parece um absurdo. O enrocamento pode ser a solução de prazo mais curto, pelo que me posicionei a favor, mas é preciso que existam estudos técnicos rigorosos para que o resultado não seja pior do que o que temos hoje, pois depois de feito, se o resultado não for o esperado, a reversão é muito difícil. De toda forma, é um debate em aberto, a ser feito em benefício de toda cidade, com seriedade, sem prejudicar a economia da cidade e sua população. Prof. Robério Paulino.