As coligações partidárias nas eleições se apoiam política e financeiramente. O candidato pode receber recursos da própria sigla mas também dos partidos com os quais se associou. No pleito deste ano, o PSL teve a maior doação líquida, e o PSDB fechou com o maior saldo positivo. As informações são do repositório de dados eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Elas foram analisadas pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles.
O gráfico a seguir mostra o saldo de cada partido. O valor é calculado a partir da subtração do que foi doado com o total recebido. Assim, as taxas negativas significam que a agremiação deu mais dinheiro para campanhas de outros partidos do que seus candidatos receberam de outras siglas.
O caso do PSL chama a atenção. O partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se elegeu presidente é o segundo que mais recebe recursos do fundo eleitoral: são R$ 199,4 milhões. Apenas o PT recebeu mais, com R$ 201,3 milhões. Apesar disso, a sigla é a 12ª em quantidade de candidatos a prefeitos.
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