Vivemos em um estado com “Estado mínimo” como desejariam os capitalistas e sem Estado algum como sonham os socialistas. O problema é que uns e outros estão equivocados. O Estado é mínimo por não cumprir sua finalidade de dar ordem ao caos; e inexiste porque é dirigido por uma casta politicamente retrógrada.
A violência do Brasil tem como uma de suas causas o reflexo da impunidade semeada pela legislação aprovada no período petista e a jurisprudência dos tribunais superiores da última década.
Nesse período foi plantada de forma dissimulada a ilusão de que a pena deve ter como principal finalidade a ressocialização, quando na verdade é preciso incutir no infrator o receio da prisão, das agruras da constrição da liberdade.
É preciso deixar de lado essa distorção de que o infrator é uma vítima da sociedade, visto que o produto do crime em geral é utilizado para o consumo de drogas, a realização de farras e a ostentação desmedida. O pior nesse cenário é a perspectiva de piora no curto, médio e longo prazos. Enfim, vivenciamos uma selvageria que passou a fazer parte do cotidiano do nosso estado mínimo em sua finalidade e máximo na tutela de atrapalhar e dificultar a situação que vivemos.