Não é uma história triste: O dia que matei minha avó
Em 2005, cheguei no trabalho, na casa da minha avó Lili, 90 anos, quando passei pelo quarto dela e escutei o suspiro final. Entrei no quarto, apalpei o coração, a jugular, tudo parado. Chamei a cuidadora, que fez o mesmo e constatou que vovó Lili tinha morrido. Ela era mãe da minha mãe. Liguei para papai, eles estavam em Mossoró, fazia menos de um mês que papai tinha perdido a mãe dele, vovó Zélia.
- Papai, deu merda aqui, vovó Lili acabou de morrer.
- Tem certeza Gustavo? Coloque um espelho perto do nariz dela para observar se embaça.
- Nada. Morreu!
Avisei a meus irmãos que estavam no shopping jantando, liguei para toda a família. A cuidadora aos prantos, não tinha mais o que fazer.
Mamãe me ligou, chorava muito. Avisando que estava saindo de Mossoró com papai. Deveria chegar depois de meia-noite.
Como tinha que comprar caixão, estava abalado e tinha acabado de chegar do trabalho, fui tomar banho. Quando escuto um grito da cuidado:
- Dona Liliosa ressuscitou! Tá viva!
Sai correndo molhado do banheiro e chego no quarto vovó estava respirando. Pego o telefone e ligo para papai, contando a “novidade”. Levei logo um cacete! Perguntou se eu estava bêbado ou drogado. E eu todo feliz, vovó Lili estava vida. Os meus irmãos começaram a chegar, e vovó lá, respirando. A gente corre e leva para o hospital. Foi uma tal de síncope. Ela faleceu um ano depois.
https://youtu.be/LROYryJyiYM
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