Depois de baixar o tom na relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, o presidente Jair Bolsonaro agora está preocupado com os prejuízos do discurso radical do governo para política externa. No momento em que o país enfrenta o maior isolamento internacional de sua história, o chefe do Executivo tem ouvido de auxiliares e parlamentares que chegou a hora de fazer mudanças em setores de grande repercussão no exterior, como a diplomacia e o meio ambiente.
Os ministros da Casa Civil, Braga Netto, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, são os principais conselheiros de Bolsonaro nessa discussão, após articularem uma trégua entre o Executivo e os demais Poderes. Na avaliação desses generais, o recuo nos ataques ao STF era urgente, ante o avanço de investigações incômodas para o Planalto, como o inquérito que apura se o presidente tentou interferir politicamente na Polícia Federal.
Na mira dos dois representantes da ala militar do governo, agora, estão os ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente. Ambos também são os mais citados, no meio político, em conversas sobre uma possível reforma ministerial.
Correio Braziliense