O isolamento social foi efetivo nas classes A e B, nas classes C, D e E o engajamento foi pequeno por motivos óbvios, tinham que sobreviver.
Os mais abastados e os funcionários públicos ficaram em casa com as lives, vinhos, mesas decoradas e muito Instagram. A grande maioria, formada pelo proletariado, tiveram que enfrentar o coronavírus com trabalho e criatividade, saindo para as ruas.
Nesse feriadão, a classe média chutou o pau da barraca, saiu de casa, pegou a estrada, fez turismo, aglomerou, frequentou locais públicos. Não teve o glamour das taças de vinho, foram em busca do muvucão. Todos bem abastecidos de ivermectina.
O isolamento não cola mais como discurso para prevenção do coronavírus.
Classe média resolve desmoralizar o coronavírus
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