Problema ambiental: Conhecido como "Devorador do Caribe", peixe leão é pescado no RN

05/08/2022 às 16:59


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O que muitos ambientalistas temiam, aconteceu: o belo, porém perigoso peixe leão chegou ao Rio Grande do Norte. Conforme circula na internet, um peixe dessa espécie foi pescado em Porto do Mangue e já abriu uma série de debates sobre o que fazer com a espécie. 

Mas, por que o peixe leão é tão perigoso? Originário do Indo-Pacífico, o peixe leão chegou ao Caribe no início dos anos 2000 e se espalhou como uma praga pela região. Com sua juba colorida, seus espinhos venenosos e seu apetite insaciável, o peixe de 30 cm de comprimento foi destruindo a biodiversidade local e multiplicando sua população numa velocidade espantosa.

Não há um recife caribenho, hoje, que não tenha um desses alienígenas esplendorosos pairando sobre ele, como uma alegoria peçonhenta, esperando para devorar a próxima presa. 

No ano passado, notícia da revista Piauí, apontou que foram feitos os primeiros registros dele no Brasil. Um estudo publicado por cientistas brasileiros em junho de 2021, confirmou a captura recente de três indivíduos adultos da espécie em águas nacionais; um nos recifes de coral de Fernando de Noronha e dois na costa Norte do País, em recifes profundos, localizados abaixo da pluma de água doce do Rio Amazonas. 

Segue o restante da matéria do Piauí, onde é possível ter mais informações sobre o peixe e o risco que ele represena: 

"Desde que a espécie chegou às ilhas de Trindade e Tobago, no extremo sudeste do Caribe, em 2012, cientistas brasileiros estão alertando para uma provável invasão do território nacional. A primeira vez que o alarme soou foi em maio de 2014, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos fluminense, quando mergulhadores encontraram um peixe-leão de 25 cm pairando sobre um costão rochoso da Prainha, um dos principais destinos turísticos da cidade. O bicho foi capturado por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e levado para estudos. Dez meses depois, em março de 2015, um segundo peixe-leão foi fotografado em outro ponto de mergulho local, conhecido como Anequim, e capturado onze meses mais tarde, num outro local, chamado Saco das Neves. Desde então, nenhum outro registro, em lugar nenhum do Brasil.

'No Caribe o pessoal já jogou a toalha; ninguém tem esperança de erradicar esse bicho mais”, diz o ecólogo brasileiro Osmar Luiz, pesquisador associado da Universidade Charles Darwin, na Austrália, o primeiro autor do trabalho. No Indo-Pacífico, o peixe-leão tem predadores naturais e vive em equilíbrio com as outras espécies nativas. Aqui por essas bandas, não. 'As presas não o reconhecem como um predador', explica Luiz. Para piorar a situação, o peixe-leão não pode ser pescado comercialmente — ele não morde iscas no anzol e só entra em armadilhas de pesca por engano. O único jeito de removê-lo do ambiente é mergulhando com um arpão na mão e alvejando o bicho, individualmente, um por um. É o que tem sido feito no Caribe, com campanhas periódicas de remoção e a realização de grandes torneios de caça ao lionfish invasor.

'O segredo é matar o bicho logo de cara', sentencia biólogo brasileiro Luiz Rocha, da Academia de Ciências da Califórnia." 

Portal 96 FM







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