A Polícia Civil de São Paulo vai contar com equipamentos de ponta para examinar a área do Aeroporto Internacional de Guarulhos onde Vinicius Gritzbach, empresário e delator do PCC, foi morto no dia 8 de novembro. Os dispositivos vão ajudar na identificação de fragmentos biológicos e no mapeamento tridimensional da cena do crime, segundo anunciou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nesta terça-feira.
Na avaliação dos peritos, os materiais genéticos coletados até o momento são precários e insuficientes para obter rapidamente a identificação dos suspeitos. O ForenScope 4K, um dos aparalhos usados pelos investigadores, conta com "luzes e filtros forenses" para localizar esses resquícios biológicos. Outro dispositivo permite realizar um levantamento 3D de todo o local do crime, o que possibilita uma análise detalhada das trajetórias das balas disparadas pelos assassinos.
O carro usado pelos criminosos, encontrados horas depois da execução nos arredores do aeroporto, foi periciado. Também já foram analisadas as armas usadas pelo grupo: três fuzis, uma pistola e várias munições.
"Fizemos todo o levantamento papiloscópico e de vestígios biológicos que estão em análise. No total, foram coletadas mais de 50 amostras biológicas que podem nos auxiliar a descobrir quem são os autores por trás desse crime", disse a perita Karen Kawakami, em coletiva de imprensa nesta terça-feira.
O levantamento 3D da cena do crime foi concluído e entregue ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os policiais já sabem de onde partiram os tiros que mataram Gritzbach, mas ainda busca identificar a trajetória da bala que atingiu um motorista que estava no local.
A força-tarefa já identificou um dos envolvidos e ofereceu uma recompensa de R$ 50 mil por informações que ajudem na localização do suspeito. Trata-se de Kaue do Amaral Coelho, de 29 anos, apontado como co-autor do crime. A Justiça decretou a prisão temporária de Amaral, mas ele fugiu.
Conforme as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem atuou como olheiro dos atiradores. Ele foi identificado depois da análise de câmeras de segurança, em especial as do saguão do Terminal 2 do aeroporto.
O suspeito foi preso em 2022 por tráfico de drogas. Além disso, ele já se envolveu em uma briga com um agente de trânsito, ocasião em que o desacatou. Depois do episódio, Amaral se declarou integrante do PCC.
O Globo