Amanhã chega a farofada (inquilinos) no Porto Brasil. Gente que pagou de R$ 35 mil (periferia depois da Faixa de Gaza) até R$ 150 mil (valor que uma casa chegou a ser alugada por 35 dias). O importante é fazer parte, entrar no céu, ser reconhecido como "morador do Porto Brasil", nem que seja de 27 de dezembro a 31 de janeiro.
Tem toda uma questão de status. Qualquer inquilino que fique no Porto Brasil mesmo (Villa Colonial, Villa Real, Sagres ou casas) tem muito mais prestígio que um proprietário do Villa Imperial.
O Porto Brasil está em alta há mais de 18 anos. É o condomínio do RN, o resto é resto. O PB só perdeu espaço na área política, já teve o governador do estado e o prefeito de Natal. Hoje carece completamente de poder. O PB está para a política assim como os Alves, só passado. No resto é alegria, apesar dos deslumbramento dos inquilinos e a turma que fica depois da Faixa de Gaza, os descamisados da periferia.
Tem uma amiga que alugou um apartamento lá por míseros R$ 52 mil, já deu ordem para os 2 filhos, tentar cometer nas casas dos vizinhos. O cheque especial e todos os cartões estão estourados.
Há três anos, para entrar de fato na sociedade do condomínio tinha que ter um Jeep Compass, hoje é motivo de galhofa. Os moradores do Villa Imperial ainda estão na 27° prestação de 48. É ter fé, quando chegar ao final vai valer 20% do valor se computarem os juros. Mas o que é que tem? O importante é fazer parte do PB.
Amanhã preparem o frango com farofa que a turma vai chegar chegando nas piscinas.