A presença constante de smartphones no cotidiano das pessoas produziu um novo desafio de saúde: a nomofobia, um medo irracional de ficar sem o celular. O termo, derivado da expressão inglesa “no mobile phone phobia”, descreve a ansiedade intensa que é possível sentir ao perder o acesso a dispositivos móveis.
A notícia é da CNN Brasil. Para muitos, o celular se tornou uma válvula de escape, facilitando a comunicação, o acesso à informação, distração e até a realização de tarefas do dia a dia. E esse medo de ficar sem o aparelho pode surgir de diversas formas, incluindo a preocupação com a perda do aparelho, a falta de bateria, a ausência de sinal.
Embora ainda seja uma condição pouco discutida, a nomofobia e seus efeitos na saúde mental podem ser significativos e requerem atenção. Segundo Marcos Gebara, psiquiatra e presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), o hábito se torna doença quando começa a provocar prejuízos na vida profissional, afetiva e familiar.
“Quando você começa a dedicar tempo demais àquilo e tirar de outras coisas importantes, você pode dizer que está doente. Se você não consegue ficar longe do celular em momento nenhum, por exemplo”, diz o profissional.
Sintomas da condição
Identificar o transtorno pode ser desafiador, pois seus sintomas tendem a ser confundidos com comportamentos comuns no uso de celulares. No entanto, há sinais específicos que podem indicar a presença dessa condição. Alguns deles são:
Ansiedade ou pânico: sentir-se extremamente ansioso ou entrar em pânico ao perceber que o celular não está por perto ou não funciona corretamente;
Verificação constante: checar o celular incessantemente, mesmo quando não há notificações ou necessidade;
Comprometimento de atividades: priorizar o uso do celular em detrimento de outras atividades importantes, como trabalho, estudo ou interações sociais;
Preocupação excessiva: pensar constantemente no celular e nas possíveis consequências de ficar sem ele; e
Sintomas físicos: palpitações, suor excessivo, tremores e dificuldade para respirar ao ficar sem o aparelho.
Essas atitudes podem evidenciar que o paciente desenvolveu uma dependência emocional e psicológica em relação ao celular, afetando negativamente sua qualidade de vida.