A reportagem é do G1 e destaca um estudo que revela porque algumas pessoas escaparam da Covid-19, enquanto outras não. A matéria é bem longa, mas aqui vai um resumo:
Por meio de uma colaboração entre o University College London, o Wellcome Sanger Institute e o Imperial College London, no Reino Unido, nos propusemos a responder a essa pergunta usando o primeiro “ensaio de desafio” controlado para COVID-19 no mundo, no qual os voluntários foram deliberadamente expostos ao SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, para que este processo pudesse ser estudado em detalhes.
Quando comparamos os tempos da resposta celular entre os três grupos de infecção, observamos padrões distintos. Por exemplo, nos voluntários transitoriamente infectados, nos quais o vírus foi detectado apenas brevemente, observamos um acúmulo forte e imediato de células imunes no nariz um dia após a infecção.
Isso contrastou com o grupo de infecção sustentada, no qual foi observada uma resposta mais tardia, começando cinco dias após a infecção e, possivelmente, permitindo que o vírus se instalasse nesses voluntários.
Nas pessoas no grupo de infecção transitória, conseguimos identificar células estimuladas por uma importante resposta de defesa antiviral tanto no nariz quanto no sangue. Essa resposta, chamada de “resposta de interferon”, é uma das maneiras pelas quais nosso corpo sinaliza ao sistema imune para que ajude a combater um vírus e outras infecções.
Ficamos surpresos em descobrir que essa resposta foi detectada no sangue antes de ser detectada no nariz, o que sugere que a resposta imune se espalha muito rapidamente a partir do nariz.
Gene protetor
Por fim, identificamos um gene específico, chamado HLA-DQA2, que foi expresso (ativado para produzir uma proteína) em um nível muito mais alto nos voluntários que não desenvolveram uma infecção sustentada e, portanto, poderia ser usado como um marcador de proteção.
Portanto, talvez possamos usar essas informações e identificar aqueles que provavelmente estarão protegidos contra a COVID-19 grave.
Essas descobertas nos ajudam a preencher algumas lacunas em nosso conhecimento, apresentando um quadro muito mais detalhado sobre como nossos corpos reagem a um novo vírus, especialmente nos primeiros dias de uma infecção, o que é crucial.
Podemos usar essas informações para comparar nossos dados com outros dados que estamos gerando atualmente, especificamente quando “desafiamos” os voluntários a outros vírus e cepas mais recentes da COVID-19.