De hoje até quinta acontece a migração sazonal do Porto Brasil. Os proprietários batem em retirada (precisam fazer caixa para sobreviver o resto do ano) e entram os inquilinos deslumbrados, com mala nova e senso de pertencimento alugado. É o êxodo silencioso do verão.
A novidade do ano é a oficialização das camadas sociais: inquilino fora da academia. Nada de misturada. Já basta a turma do Villa Imperial, que entrou no paraíso a força e insiste em circular como se fosse da família. No Porto Brasil, acesso é status.
Porque ali não é só veranear, é performar. É ser visto, notado, reconhecido. Uma grife. O drama é pagar R$ 30 mil por um cubículo na Faixa de Gaza e ainda perder o direito básico de puxar ferro para queimar a culpa na academia. É esperado um protesto dos inquilinos no início do ano. Acredito que devam fazer uma greve de fome. Junta o útil ao agradável.
Investir em Mounjaro sem manter os músculos não é inclusivo.