No fim da tarde deste sábado, algumas dezenas de pessoas começaram a se aglomerar na frente da Basílica de Santa Maria Maior. Este é o local onde foi sepultado no início da tarde (horário local no Vaticano) o Papa Francisco, e agora os fiéis querem visitar o lugar onde ele descansa, mesmo que a igreja nem esteja aberta para visitação ainda.
Fanny Navarro viajou do Panamá com o esposo Emílio Pimentel para passar férias na Europa com os dois filhos, Daniel e Emílio. A família, religiosa, foi surpreendida pelo falecimento do Papa, e agora gostaria de participar das celebrações. Eles esperavam a abertura da Basílica por volta das 18h, mesmo sem nenhum sinal das autoridades de que a igreja iria abrir tão cedo.
— Sinto emoção de estar aqui porque é algo histórico, mas também tristeza porque ele morreu — conta Fanny.
O marido diz que sente emoção também por causa da origem latino-americana do Papa.
— Pois somos latinos, ele era argentino, nós somos do Panamá — explica Emilio, dizendo também que a família gostaria de poder entrar na Basílica para se despedir do Papa.
A italiana Ioana Simone Ana Maria vive no bairro e também esperava ao lado do marido e da cachorrinha na frente da Basílica. Para o casal, o local onde o Papa está agora enterrado é a igreja deles, que eles frequentam todo dia.
— Sempre viemos aqui, mas hoje em particular, porque ele escolheu ser sepultado conosco, nós aqui do bairro — diz Ioana, orgulhosa. — Foi uma surpresa para nós tê-lo aqui, poder passar para saudá-lo é um prazer. Ele está conosco, aqui. O teremos para sempre.
O Globo