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Dia do Swing: 53,1% afirmam ter vontade de participar da troca de casais

A matéria é da coluna Pouca Vergonha, do Metrópoles:
 
Dez de agosto é conhecido entre os adeptos do meio liberal como o Dia do Swing, uma celebração não oficial, mas simbólica, que surgiu para dar visibilidade à prática.

No último Censo dos Fetiches realizado pela plataforma Sexlog com mais de 20 mil pessoas, 53,1% dos entrevistados afirmaram ter vontade de participar da troca de casais, enquanto 43,2% já realizaram a fantasia ao menos uma vez na vida. Entre os parceiros do meio liberal, o swing aparece no topo da lista, reforçando o desejo por novas experiências consensuais.

Swing é não bagunça. Entenda as regras

Pesquisadora e palestrante sobre sexualidade e universo liberal, Mayumi Sato aponta que, basicamente, nos encontros de swing, casais trocam de parceiros — na prática, porém, dá para viver experiências muito mais diversas.

“Tem quem curta só assistir, quem prefira ficar só nos beijos e carícias (o chamado soft swap), e quem tope a troca completa (full swap). Há também casais que gostam de receber uma terceira pessoa ou viver experiências paralelas”, exemplifica a profissional.

Esses encontros podem rolar em festas, casas de swing ou serem combinados por aplicativos. Tudo deve começar com conversa, alinhamento de expectativas e respeito mútuo. O clima costuma ser leve e sem pressão.

O casal liberal Bibi Hot e Renato, do site dedicado a swing Guia Meio Liberal, compartilha que o funcionamento tem certo padrão. “Assim que você entra, é uma balada normal, tem bar e o lounge na maioria das casas. Muita gente imagina ser um lugar onde todo mundo já chega se pegando. Na verdade, não é assim. E não, não é todo mundo pelado, e ninguém é obrigado a tirar a roupa”, salientam.

Mayumi, que é CMO do Sexlog e do Ysos, emenda que a principal regra é de que nada acontece sem consentimento. “Vale lembrar que, na maioria das vezes, é a mulher quem define os limites da interação, ela precisa estar confortável e segura. O melhor é que toda abordagem comece por ela.”

Antes de iniciar, é essencial alinhar expectativas, conversar, estabelecer o que cada um topa ou não. “Não dá para assumir que todo mundo quer a mesma coisa. Perguntar, escutar e ir aos poucos evita mal-entendidos”, comenta a expert.

Renato e Bibi acrescentam que entre as principais regras, estão: não tocar nas pessoas sem permissão, não forçar situações e respeitar as negativas, afinal, “não é não”, inclusive no swing.

“Os casais estão ali de forma consensual, buscando experiências juntos, e o cuidado com as interações é redobrado. O uso de preservativo é indispensável. Pessoas que não são do meio sempre questionam, mas só quem frequenta sabe o quanto quem é do meio liberal busca se cuidar”, pontuam os influenciadores.

Quero participar, e agora?

Segundo Renato e Bibi, o primeiro passo é pesquisar e entender como funciona esse universo. “Atualmente, há muito conteúdo na internet sobre baladas liberais e casas de swing. É importante escolher um local que combine com o perfil e as expectativas do casal ou solteiro”, indicam.

Para Mayumi, começar explorando essa fantasia on-line é uma ótima pedida. “Dá para entrar em aplicativos e redes sociais dedicadas ao swing e conversar sobre o tema com privacidade, sem medo de julgamento, para entender como tudo funciona e sentir se esse é mesmo o seu ‘rolê’.”

Quando for para a vida real, pesquise bem as festas e casas de swing da sua região. “Uma mesma casa pode ter públicos bem diferentes dependendo do dia e da proposta. Tem noites mais leves, outras mais ousadas, festas focadas em casais, trios, voyeurismo, fetichistas… Vale experimentar dias e lugares diferentes até encontrar um ambiente onde você se sinta mais à vontade”, encerra.

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