O hétero flex potiguar é uma figura de vitrine. Anda de Renegade, barba milimetricamente aparada, camisa justa que grita “olhem pra mim”. Arranja namorada bonita, mas só para fazer inveja no feed. Tenho uma amiga que ficou cinco meses com um e só foram para os finalmentes duas vezes e com a frieza de um atendimento no DETRAN.
O ponto alto do hétero flex é sentar na varanda do Buongustaio, tomando um Aperol que dura três horas, o intuito é ser visto. Faz Crossfit, mas o interesse é mais nos músculos dos colegas que no próprio treino. Na academia, olha para os meninos e sonha em fazer aula de dança na BT Tirol, mas seria muita bandeira.
O esporte oficial é o Beach Tennis, antes território de casais hétero traindo entre si, agora templo da turma flex. Bonitos, arrumados, organizados… e, pasmem, usando perfume da NASA de Currais Novos como se fosse Chanel nº5. Revira os olhos quando escuta o nome "ALO” e ostenta todos os modelos de tênis On, como se cada cor fosse uma medalha olímpica.
O hétero flex é o cara que tira foto no espelho da academia e posta “treino pago”, também bate foto no elevador. É vaidoso, cheiroso, moderno… e gosta mais de meninos do que meninas. Anda mais de ré do que engata a primeira macha.