É muito comum que crianças pequenas recorram ao uso da chupeta como forma de se acalmar. Mas e quando adultos começam a se valer do mesmo recurso? A notícia é da CNN Brasil.
Uma moda recente nas redes sociais têm mostrado jovens, especialmente na China e Coreia do Sul, recorrendo ao acessório infantil como forma de aliviar a ansiedade e o estresse, além de ajudar a reduzir sintomas de abstinência ao parar de fumar. No entanto, além de não haver evidências do bem que esse hábito pode trazer, ele pode causar problemas bucais.
Regressão ou vontade de voltar a ser criança?
Geralmente, crianças pequenas recorrem à chupeta como forma de lidar com a ausência do peito materno, que significava uma ligação constante com essa figura de mãe, que nutre. Nos adultos, isso pode significar a necessidade de recorrer a técnicas do passado para lidar com um problema presente. "Quando adultos usam símbolos tão ligados à primeira infância, como a chupeta, estamos vendo um movimento de regressão. É uma tentativa de lidar com pressões emocionais por meio de comportamentos que remetem ao conforto e à segurança de fases mais iniciais da vida", considera a psicóloga e psicanalista Fabiana Guntovitch.
Para ela, além de forma de autorregular as emoções, o símbolo da chupeta pode ser uma forma de comunicar que se está cansado de ser adulto. O problema, é que esse tipo de estratégia não atua nas causas da ansiedade. "Podendo gerar dependência psicológica e dificultar o desenvolvimento de recursos internos mais maduros", considera a psicóloga Maria Klein.
Geralmente, quando se é preciso retornar à recursos da infância para lidar com uma situação na vida adulta, isso significa que é preciso construir formas novas de lidar com determinado desafio.