Em Natal, malhar virou guerra de academia. A Selfit resolveu provocar: primeiro mês de graça. Resultado? Quinze alunos por máquina. É gente disputando supino como se fosse Black Friday.
A BT Tirol não fica atrás. A reação foi um clássico: fechar por causa de pane. Treinar lá é conviver com máquinas quebradas, esteira que vira cabide e ar-condicionado que funciona de teimosia. Parece um parque dos horrores, tudo caindo os pedaços. O importante não é suar, é tirar a foto no espelho com a frase batida: “tá pago”. É fazer força para sorrir. Mas tem uma desculpa, quem malha na BT Tirol gosta de antiguidade. Só tem máquinas jurássicas.
Já aquela academia perto do Nordestão treme na base. O fantasma é a inauguração da academia dos ricos em Lagoa Nova. Pânico total. O alento é o boato que só faz a matrícula na academia nova apresentando a declaração do imposto de renda. E isso é um alívio porque o natalense emergente não declara nada. Se declarasse, seria assim: duas peças da Alo, uma bolsa falsificada da Gucci, três pares de tênis de tijolinho e um Compass financiado em 72 meses. Esse é o patrimônio do natalense.
No fim, a disputa não é por saúde. É pelo status. O treino é detalhe. O verdadeiro ringue é o Instagram.