O morango do amor foi uma febre. Parecia ingresso de show internacional. Filas quilométricas, gente brigando por um pedaço de fruta coberta com chocolate branco e uma cobertura vermelha vitrificada. Natalenses sabiam o preço exato do morango da moda, a hora que saía do forno. Era um estouro. Mas como toda modinha, morreu do jeito que nasceu: rápido. Hoje, o Bolo Gelado da Dasmelo dá de 7 a 1 no tal morango.
O Beach Tennis seguiu a mesma cartilha. Foi o “morango do amor” do esporte. Surgiu, cresceu e explodiu. Em cada esquina, uma quadra. Amizades, casamentos, famílias inteiras se desfazendo com a desculpa da bolinha amarela, tudo acabava na cama. O chifre virou troféu, a raquetada no colega de dupla era dentro de um motel. O esporte da areia virou palco de traições, tretas e até revelações: tinha gente que entrou de aliança no dedo casado com uma mulher e saiu noivo de um homem.
Uma amiga se matava de trabalhar, virava noites, e o namorado? Estava lá, distribuindo “smash” nas colegas de jogo. O Beach Tennis virou novela da vida real. Só que, como toda novela ruim, perdeu a graça. Quadras sobrando, grupos de WhatsApp silenciados, sem tapinha na bunda nem selinho de vitória. As raquetadas diminuíram. O movimento dos motéis caíram.
Fim da moda. O Beach Tennis morreu. Igualzinho ao morango do amor: doce demais no começo, enjoativo no final.