Uma criança potiguar de 11 anos, que já conhece de perto a dureza de uma batalha contra um tumor cerebral raro e agressivo, volta a respirar esperança. Há pouco mais de um ano, ela precisou enfrentar não apenas a doença, mas também a recusa da Unimed em autorizar a cirurgia para retirada do tumor — procedimento que só aconteceu graças a uma decisão judicial.
Agora, a história se repete. Após a evolução da doença e o esgotamento de todas as alternativas de tratamento no Brasil, os médicos indicaram o uso do Tovorafenibe (Ojemda), medicamento moderno e promissor, aprovado por agências internacionais como o FDA, mas ainda sem registro definitivo na Anvisa. Mesmo diante da gravidade e urgência, a Unimed, mais uma vez, negou o fornecimento.
A família, então, recorreu à Justiça e, inicialmente, obteve uma liminar. Porém, essa decisão foi suspensa pelo Tribunal. A notícia caiu como um balde de água fria, mas não encerrou a luta. Foi interposto agravo interno e, ontem, a reviravolta: o Tribunal de Justiça do RN reconheceu que negar o medicamento colocaria em risco iminente a vida da criança, invocando o direito constitucional à saúde e à dignidade da pessoa humana.
Com a decisão, a Unimed deverá fornecer de forma imediata e contínua o Tovorafenibe (Ojemda), custeando todos os valores de importação e aplicação. Mais do que um ato jurídico, é uma vitória que significa tempo, oportunidade e esperança — algo que, para quem enfrenta o câncer, vale mais que tudo.
Do blog: incrível como um plano de saúde que cobra caro e inaugurou hospital este ano tem um posicionamento tão mesquinho.