O dia chegou. As velhinhas de 40 anos, embaladas a botox e harmonização, estão em polvorosa. Salões de beleza lotados, cílios alongados, chapinha a mil graus e jejum estratégico: nada de comer, só para caber no figurino comprado em 12 vezes no cartão do marido.
Elas vão arrastar os buchudos de estimação. Homens de 50 anos com preguiça, reclamando da lombar, mas obrigados a vestir a camisa que já encolheu na barriga. Produto em extinção, os maridos precisam ser monitorados como iPhone em festival de música. Para cada homem fora de forma terão cinco velhinhas de 40 anos lindas.
O Trivela virou encontro de gerações que já descem a ladeira. As gatinhas de 60 anos, viúvas, separadas, ou simplesmente sem paciência pra carregar macho preguiçoso, vão sozinhas. Vão caçar os últimos exemplares da raça masculina como se fosse última chance de engravidar.
É um momento raro: oportunidade de paquera da turma que ainda viveu o tempo em que homem namorava mulher e mulher namorava homem. Última safra da heterossexualidade raiz.
No final, entre suor, cerveja quente e cheiro de laquê queimado, todo mundo vai sair jurando que ainda tem 20 anos. Até o primeiro story denunciar o filtro em excesso. Quero ir!