O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 2, em uma coletiva de imprensa na Casa Branca que forças americanas atacaram e eliminaram no Mar do Caribe uma embarcação venezuelana que transportava drogas.
Trump mais tarde disse que 11 “narcoterroristas” morreram no ataque. A ofensiva ocorreu enquanto os traficantes do grupo Tren de Aragua se encontravam em águas internacionais, acrescentou o presidente americano na rede social Truth Social.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, por sua vez, afirmou no X que o país havia conduzido um “ataque letal” contra uma embarcação que seria operada por uma organização considerada narcoterrorista. A organização não foi identificada.
Rubio também publicou um vídeo do ataque americano à embarcação no Caribe. Ele não deu detalhes sobre a ofensiva. Veja:
O ataque ocorre semanas depois do envio de navios de guerra americanos ao Mar do Caribe. Desde o início do mandato, Trump decretou cartéis de drogas latino-americanos como grupos terrorista, o que possibilitou o uso de ativos militares contra esses grupos.
Na segunda-feira, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que os canais de diálogo com EUA estão arruinados e disse estar pronto para a ‘luta armada’.
Os EUA enviaram navios de guerra, submarinos e aviões espiões em agosto para o mar do sul do Caribe com a justificativa de combater cartéis de drogas, em um gesto visto como ameaça à soberania nacional da Venezuela. O ataque desta terça pareceu ser a primeira operação militar desse tipo na região.
A operação tem como alvo principal o ditador venezuelano Nicolás Maduro, que a Justiça dos EUA acusa de liderar o suposto Cartel de los Soles, que atuaria no narcotráfico da região. Maduro é considerado fugitivo da Justiça americana e há uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão dele.
A ação levantou o temor de uma intervenção americana na América Latina. Maduro mobilizou a Milícia Nacional Bolivariana, criada pelo ex-presidente Hugo Chávez em 2005 e incorporada às Forças Armadas da Venezuela em 2020.
O ditador também proibiu voos de drones no espaço aéreo da Venezuela. Em 2018, dois drones detonaram explosivos perto da avenida Bolívar, onde Maduro discursava à Guarda Nacional da Venezuela.
Estadão