Quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera estão sob investigação da Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). Segundo informações iniciais, os registros teriam ocorrido na terça-feira (7), após o consumo de peixe no município de Touros, no Litoral Nordeste do estado.
Até agora, a Sesap não esclareceu como surgiu a suspeita nem informou o estado de saúde das pessoas envolvidas, o que tem gerado questionamentos. O órgão confirmou apenas que quatro amostras foram encaminhadas ao Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) e serão enviadas a um laboratório de referência no Sul do país. Não há prazo para a divulgação dos resultados.
Mesmo sem confirmação oficial da intoxicação, os casos seguem sendo monitorados pela Vigilância em Saúde.
A situação reacende um alerta já conhecido no Rio Grande do Norte. No ano passado, pelo menos 13 pessoas apresentaram sintomas após consumirem peixe em um restaurante de Natal. Na ocasião, a principal suspeita também foi a ciguatera. O episódio ganhou maior gravidade quando duas médicas precisaram ser internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da capital.
A ciguatera é causada pela ingestão de peixes contaminados por ciguatoxinas, substâncias que se acumulam nos animais após o consumo de algas tóxicas. A intoxicação provoca sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, formigamento, inversão da sensação térmica e fraqueza muscular. Em alguns casos, os efeitos podem durar semanas.
O risco é ainda maior porque a ciguatoxina não tem cheiro, sabor ou cor, não é eliminada pelo cozimento nem pelo congelamento e não existe tratamento específico. Ou seja, uma vez contaminado, o peixe continua perigoso para consumo, independentemente da forma de preparo.
Com informações da Tribuna do Norte