Embora você provavelmente nunca tenha ouvido falar da síndrome CKM, há uma grande chance de que você mesmo seja afetado por ela. A condição, que indica disfunções cardiovasculares, renais e metabólicas combinadas (CKM, na sigla em inglês) afeta 90% da população nos Estados Unidos, segundo um artigo dos cardiologistas da American Heart Association (AHA) publicado em outubro.
A notícia é do Metrópoles. Apesar de ser altamente prevalente, a doença é desconhecida na mesma proporção: nove de cada dez norte-americanos nunca ouviram falar do distúrbio. O desconhecimento, porém, é justificado: os cardiologistas caracterizaram a condição pela primeira vez em 2023, quando reuniram em uma única síndrome dos riscos de fatores que afetam estes três sistemas do organismo.
Como saber se tenho a síndrome?
Passaram a ser considerados CKM aqueles pacientes que possuem condições como pressão alta, colesterol anormal, glicemia alta, excesso de peso (sobrepeso e obesidade) ou função renal reduzida.
“Queremos que as pessoas saibam que é muito comum ter fatores de risco cardíacos, renais e metabólicos ao mesmo tempo e que a interação entre eles aumenta o risco”, afirmou o cardiologista Eduardo Sanchez, diretor médico da AHA em comunicado à imprensa.
Os sistemas cardiovasculares, renais e metabólicos trabalham em conjunto e, por isso, um problema de saúde que afeta o desempenho de um deles acaba levando a repercussões em todos os demais. “A saúde da CKM se concentra na sua saúde geral. É um ciclo completo. Você pode cuidar da sua saúde geral com verificações regulares da pressão arterial, colesterol, peso, glicemia e função renal”, defende Sanchez.
O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.
Cardiologistas ensinam como evitar a CKM
A recomendação é de fazer avaliações regulares de saúde a partir dos 30 anos para diminuir o risco. A boa notícia é que mesmo para quem já foi diagnosticado com alguma das frentes do problema, há solução. Ela está na velha receita para quem quer ter uma saúde melhor: exercício físico, bem-estar mental e exercício físico são armas diretas para melhorar a condição.
A AHA destaca porém, que essa melhoria não é uma tarefa apenas individual e é preciso pensar em políticas públicas que favoreçam a saúde da população, com melhorias no atendimento cardiológico e de obesidade, no acesso facilitado a tratamentos medicamentosos, em estratégias de rastreio amplo de risco cardíaco, entre outros.
A pesquisa indica que quando bem orientada, a maioria da população entende a importância de tratar o diagnóstico como um problema de saúde global. As pessoas estão mais interessadas em aprender sobre como a síndrome CKM é tratada (72%) e diagnosticada (71%).
“É reconfortante que, uma vez definida a conexão com o CKM para o público da nossa pesquisa, quase três quartos dos respondentes entenderam sua importância e quiseram aprender mais”, conclui Sanchez.