O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Gerald Ferreira, provocou mais uma crise na categoria. Em vídeo publicado nas redes sociais, o representante do Sinmed culpa os médicos que atuam em unidades de saúde como responsáveis pelo caso da jovem que morreu vítima de um erro de troca de medicamento.
Em nota, os médicos, que prestam serviços de saúde para o Município de Natal nas mais diversas unidades, definiram como desastrosas as afirmações de Geraldo Ferreira.
Na publicação, o “representante” da classe traz supostas denúncias de falha na prestação, utilizando de maneira apelativa a imagem de uma paciente que veio a óbito, cujo fato não está relacionado ao exercício da medicina, conforme se apurou preliminarmente.
Desrespeitando a melhor técnica da medicina, o funcionário público que “trabalha” no sindicato — Geraldo Ferreira — coloca de forma leviana horas de trabalho médico, dedicação e profissionalismo em xeque. E o pano de fundo é atacar, por interesse unicamente próprio, o processo de contratação perdido no ano se 2025.
Os médicos prestadores de serviço afirma que, há muito tempo, Geraldo Ferreira havia perdido o tom, mas ainda se mantinha no campo óbvio da guerra empresarial que lhe era conveniente; agora, o médico ataca quem deveria defender, usando de fala irresponsável contra aqueles que lutam em unidades públicas de saúde, cujos problemas todos conhecemos — inclusive o senhor —, mas não deixamos de continuar atendendo a população.
Confira a nota abaixo:
Nota de Repúdio
Os médicos, unidos e organizados, que prestam serviços de saúde para o Município de Natal nas mais diversas unidades desta
capital, vêm, através desta nota, REPUDIAR as palavras desastrosas e irresponsáveis do Presidente do Sindicato dos Médicos do
Rio Grande do Norte, o Sr. Geraldo Ferreira.
Em recente vídeo publicado em rede social do sindicato, o Sr. Geraldo Ferreira atribui falta de técnica médica aos profissionais
que atuam nas unidades de saúde de Natal. Na publicação, o “representante” da classe traz supostas denúncias de falha na
prestação, utilizando de maneira apelativa a imagem de uma paciente que veio a óbito, cujo fato não está relacionado ao
exercício da medicina, conforme se apurou preliminarmente.
Ainda pior, o “representante” da classe remete denúncias vazias, sem apresentar qualquer evidência de que o serviço esteja
sendo prestado insatisfatoriamente. Desrespeitando a melhor técnica da medicina, o funcionário público que “trabalha” no
sindicato — Sr. Geraldo — coloca de forma leviana horas de trabalho médico, dedicação e profissionalismo em xeque. E o pano
de fundo é atacar, por interesse unicamente próprio, o processo de contratação perdido no ano se 2025.
“Dr.” Geraldo, o senhor já havia “perdido a mão” há muito tempo, mas ainda se mantinha no campo óbvio da guerra
empresarial que lhe era conveniente; agora, o senhor ataca quem deveria defender, usando de fala irresponsável contra aqueles
que lutam em unidades públicas de saúde, cujos problemas todos conhecemos — inclusive o senhor —, mas não deixamos de
continuar atendendo a população.
Convidamos Vossa Senhoria a sair da zona de conforto das redes sociais e, legitimamente, trabalhar conosco atendendo aos
mais carentes. Se o vosso objetivo era nos ofender, dizemos-lhe com humildade: o senhor não conseguiu. Afinal, trabalhar numa
unidade de saúde pública, ainda que menosprezado por uma pessoa como o senhor, é algo recompensado diariamente pela
gratidão estampada no rosto da população. Seu interesse unilateral é uma prática repugnante e ofensiva que não nos atingirá.
Ressaltamos que, após a licitação médica realizada em 2025 e com a atual gestão, não existe mais nenhum tipo de proteção
indevida a profissionais. A atuação é pautada em dedicação, cobrança responsável e cuidado contínuo com a qualidade da
assistência prestada.
Na rede municipal de saúde, nenhum médico é simplesmente colocado em uma UPA e obrigado a trabalhar sem preparo ou
suporte adequado. Pelo contrário, implantamos um processo de padronização com rotinas bem elaboradas junto às Direções —
definidas por setor e por unidade de saúde — para garantir organização, segurança e qualidade no atendimento.
Uma das práticas implementadas é o plantão sombra, no qual os médicos recém-contratados são acolhidos para conhecer os
fluxos, rotinas e particularidades de cada unidade. Nesse período, recebem orientação sobre a forma de trabalho e são avaliados,
para que estejam aptos a assumir plantões com segurança e eficácia.
Somente no período de setembro a dezembro de 2025, após o inicio da nova licitação médica, foram contabilizados mais de 150
mil atendimentos clínicos nas quatro UPAs de Natal — Satélite, Esperança, Potengi e Pajuçara. Esse total engloba os
atendimentos prestados exclusivamente nessas unidades de pronto atendimento da rede municipal. Esse número não inclui as
atividades realizadas na Unidade Mista de Mãe Luiza, no Hospital dos Pescadores e nos serviços de alta complexidade da cidade.
Saiba que seguiremos altivos, lutando pela medicina em que acreditamos, ainda que estejamos afastados de nossas famílias e
dos momentos inesquecíveis de nossos entes queridos.
Sem mais para o momento. Repudiamos.