Natal é uma cidade que não cansa de surpreender. Um famoso da sociedade natalense, já passando dos 75 anos, arranjou uma namorada de 50. O amor chegou tarde, mas chegou animado.
O cidadão, disposto a recuperar a vida amorosa. O entusiasmo era tanto que parecia ter voltado aos tempos de juventude.
Só que a namorada tinha umas ideias diferentes. Introduziu uma novidade na intimidade do casal, conhecida popularmente como fio terra. O homem descobriu uma satisfação que não estava nos seus planos.
A novidade virou rotina. E aí começou o problema. Não no relacionamento, que ia muito bem, mas na cabeça do cidadão.
Passou a se perguntar se estava mudando de orientação sexual aos 75 anos. Era uma crise existencial. O sujeito passou a vida inteira se considerando heterossexual e agora estava desconfiando até da própria biografia.
Resolveu procurar uma psicóloga. Foram necessárias três consultas para criar coragem e contar o motivo da angústia.
A psicóloga explicou que gostar de determinada sensação não define orientação sexual. Uma coisa é prazer físico, outra é atração afetiva e sexual.
O bacana saiu do consultório aliviado. Foi logo procurar a namorada para levar outra dedada.