O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que considera “praticamente nula” a possibilidade de anulação da eleição presidencial, que terminou com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), nesse domingo (25/10). Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (26/10), o parlamentar questionou circunstâncias do pleito, mas pediu que apoiadores da direita evitem manifestações motivadas pela indignação com o resultado.
A notícia é do Metrópoles. “Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula”, declarou Nikolas. Ele também alertou para os riscos de protestos no calor da emoção.
“Já vimos muitas pessoas pagarem um alto preço de irem para a rua no calor da emoção. Não façam isso”, afirmou. O questionamento judicial da eleição foi anunciado pelo candidato Flávio Bolsonaro ainda na noite de domingo, quando ele não reconheceu o resultado.
No vídeo, o deputado enumerou o que considera situações incomuns na eleição. Entre os pontos citados, mencionou a virada de Lula no segundo turno, depois de Flávio ter terminado a primeira etapa da disputa à frente, e a decisão judicial que permitiu que seções eleitorais com votação em andamento continuassem funcionando até as 19h.
“São muitas as primeiras vezes para a gente simplesmente ignorar e fingir que nada há fora do normal”, disse Nikolas, que citou entre essas “primeiras vezes” supostamente a “primeira vez que [candidato] perdeu em Minas e venceu”. Lula, porém, virou sobre Flávio também em Minas.
A referência à extensão do horário diz respeito à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do funcionamento de seções eleitorais em meio a reclamações sobre dificuldades de transporte e acesso aos locais de votação. A medida não estendeu de forma indiscriminada o horário de todas as urnas do país.
Apesar de levantar dúvidas sobre o processo, Nikolas não apresentou, no vídeo, provas de irregularidades que justificassem a anulação do resultado.