O incrível aconteceu: Cadu foi eleito governador do estado. Ele, que foi apoiado por uma governadora com mais de 60% de reprovação e com uma gestão desastrosa em todas as áreas, acabou vitorioso.
Por ter sido o principal secretário, Cadu foi coautor do desastre da gestão de Fátima. Contudo, lançou-se candidato, obteve um bom desempenho no primeiro turno — ficando a uma diferença de apenas 15 mil votos de Állison — e, no segundo turno, conseguiu a virada.
Realizou uma campanha em que parcela do eleitorado depositou muita confiança em sua proposta. A parceria "Cadu-Lula", que não funcionou com a governadora Fátima nos últimos quatro anos, passou a ser vista pelo povo como algo que pode dar certo na futura gestão.
Hoje, em entrevista, ele afirmou que terá um estilo próprio de governar e prioridades pessoais, apesar do respeito e da importância que Fátima terá em sua gestão. Observaremos, já na formação do secretariado, quais nomes ele manterá, quem nomeará para o governo e, principalmente, como lidará com os problemas crônicos da administração.
Destaca-se, entre eles, a própria pasta que esteve sob sua responsabilidade e que concentra os maiores desafios: a Secretaria de Finanças e da Fazenda Pública. Resta saber como ele administrará um estado que ajudou a desestruturar, pois a crise que tentará solucionar foi criada por ele mesmo.