O governador eleito, Cadu Xavier, encerra a semana de trabalho após ter anunciado os nomes que compõem a sua equipa de transição, usufruindo do período festivo para um breve descanso decorrente da intensa exigência física e mental da campanha eleitoral.
Contudo, o cenário inspira preocupação, uma vez que a reavaliação dos indicadores fiscais do estado do Rio Grande do Norte demonstra um agravamento da situação financeira em comparação com o período em que deixou a gestão para disputar o pleito.
O diagnóstico detalhado das contas públicas, a ser concluído na próxima semana, revelará a dimensão do défice fiscal enfrentado pelo estado — crise para a qual o próprio gestor contribuiu ao longo da sua passagem pela administração estadual.
No âmbito da articulação política junto da Assembleia Legislativa, a coligação governista conta atualmente com dez parlamentares eleitos (sendo sete pela federação PT/PV/PCdoB e três pelo PSDB), almejando alcançar uma base aliada de 15 deputados.
Esta expansão afigura-se viável mediante a convergência de parlamentares como Dr. Bernardo, Neilton Diógenes, Kleber Rodrigues e Nelter Queiroz, que historicamente integraram a base de apoio ao governo estadual.
Assim, o principal desafio da futura gestão não residirá no diálogo governabilidade-legislativo, mas sim na reversão do quadro de insolvência financeira do estado.