Há cerca de um mês, o senador Flávio Bolsonaro teve uma conversa com o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
No encontro, Flávio se mostrou convicto de que seria o vencedor da eleição presidencial. Além disso, passou boa parte da conversa fazendo críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Entre as medidas criticadas pelo presidenciável estava a proibição feita por Moraes para que se encontrasse com o pai, Jair Bolsonaro.
A ordem de Moraes ocorreu em 13 de julho e se estenderia até 11 de outubro. O motivo foi Flávio ter divulgado uma carta do pai. Após o primeiro turno da eleição, a defesa de Bolsonaro pediu que o magistrado liberasse o encontro com o filho. Moraes enviou o pedido para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além de Flávio, o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, teve uma agenda com Gilmar Mendes. O senador destacou que, caso Flávio vença as eleições, não haverá um “espírito de revanchismo” contra a corte. Sinalizou ainda que mudanças estruturais, como aumento do número de ministros, estão fora dos planos.
Também indicou que considera improvável que, numa eventual vitória de Flávio, Moraes seja preservado de investigações pela relação com Daniel Vorcaro e também de um processo de impeachment.
Bela Megale - O Globo