O terceiro incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em uma semana vai ser investigado pela Polícia Federal (PF), que apura se foi uma ação criminosa. O fogo causou um prejuízo de R$ 100 milhões em equipamentos e causou a perda de 20 anos de pesquisas científicas, de acordo com o reitor Alfredo Gomes.
Esse foi o terceiro incêndio em poucos dias na UFPE e não há elementos que apontem para uma ação criminosa (ou política). Porém, parte da imprensa de esquerda já está ligando os fatos: afirmando que o incêndio aconteceu um dia depois de um protesto na UFPE contra Flávio Bolsonaro.
“Tínhamos muitos equipamentos dentro do prédio, sobretudo no primeiro andar, e absolutamente tudo foi destruído pelo incêndio. Cremos que nós tínhamos ali aproximadamente 100 tipos diferentes de pesquisas. Assim como amostras que se acumulam ao longo de 20 anos. Então é uma perda irreparável para a Universidade Federal de Pernambuco e para as pesquisas ali desenvolvidas, por mestrandos, doutorandos, na iniciação científica e também pelos nossos professores e professoras”, disse o reitor à TV Globo.
As chamas destruíram o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que fica na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. O prédio abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.
TERCEIRO INCÊNDIO
Este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. No dia 30 de setembro, chamas se alastraram num laboratório do Departamento de Física. Ninguém ficou ferido. Segundo a instituição, a suspeita é que o fogo tenha sido causado numa câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias.
No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve vítimas.