A decisão do ministro Alexandre de Moraes de mandar prender o eletricista Willian Fonseca Amorim, condenado a 14 anos pelos atos de 8 de Janeiro, trouxe à tona a divergência da ministra Cármen Lúcia no julgamento do caso. Ela defendeu uma pena de apenas um ano de prisão, por considerar que não havia provas de participação direta do réu nas invasões e depredações dos prédios públicos.
O julgamento ocorreu no plenário virtual do STF entre 28 de agosto e 4 de setembro de 2026. Cármen propôs condenação por crimes menos graves, com regime aberto e substituição da prisão por penas alternativas. Kassio Nunes Marques votou pela absolvição, acompanhado por André Mendonça, mas prevaleceu o entendimento de Moraes.
Com o fim dos recursos, Moraes determinou a prisão de Willian, que estava em liberdade e usava tornozeleira eletrônica. A ordem foi encaminhada à Polícia Federal no dia 29 de outubro.