Pelo menos um aliado próximo de Lula foi informado no fim da noite de segunda-feira que Flávio Bolsonaro estava prestes a sair do Brasil rumo aos EUA. Eram 23h50 quando esse aliado recebeu uma mensagem via WhatsApp da Argentina.
O interlocutor argentino deu o alerta: recebera uma comunicação de trabalhadores ligados a sindicatos peronistas sobre um avião Gulfstream da empresa Baires Fly que estava programado para decolar em breve do aeroporto de Puerto Iguazú — mais precisamente às 2h30 da madrugada de terça-feira com destino a Miami.
No plano de voo do jato, constavam os nomes de quatro passageiros, Flávio, Fernanda, sua mulher, e as duas filhas, Luiza e Carolina.
Assim que o aliado de Lula recebeu a informação, ligou imediatamente para o presidente reeleito, para o chefe da PF, Andrei Rodrigues, e para outras autoridades de igual calibre.
Mas era tarde. A República dormia. A solução possível encontrada pelo interlocutor argentino foi vazar a informação ao site Infobae para que, com a notícia publicada, os planos de Flávio se frustrassem.
E assim foi feito. Por causa disso, Flávio acabou conseguindo decolar rumo aos EUA somente na noite seguinte.
LAURO JARDIM - O GLOBO