Dezenas de funcionários do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não receberam o salário de outubro após o presidente do órgão, Márcio Pochmann, determinar o desconto integral dos dias de greve realizados em agosto e setembro.
Os servidores mais afetados foram os da Bahia, onde a adesão à paralisação foi mais expressiva.
O sindicato tentou reverter a decisão e mobilizou os ministérios do Planejamento e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que pediram à direção do instituto a suspensão dos descontos na semana anterior ao segundo turno das eleições.
Pochmann, no entanto, ignorou o pedido e as tentativas de retomada das negociações.
Os sindicalistas afirmam que o presidente do IBGE nunca recebeu a atual diretoria da entidade, eleita em outubro do ano passado.
O sindicato também questiona os descontos na Justiça, alegando que eles deveriam ter sido realizados após um acordo entre as partes.
Em nota, o IBGE informou que “tem autonomia institucional e atua em conformidade com as normas e orientações aplicáveis à Administração Pública Federal. O Instituto seguiu as orientações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), estabelecidas pela Instrução Normativa SRT/MGI nº 49. A instituição também comunicou oficialmente ao sindicato que as negociações seriam iniciadas após o período de defeso eleitoral”.
O ANTAGONISTA