Todo petista sabe que Daniel Cabral não merece confiança. Ele se equilibrou no segundo mandato da governadora Fátima Bezerra porque ela reconheceu o trabalho dele na reeleição. Daniel conseguiu vender um produto ruim como se fosse bom. Chegou a inventar que o governo tinha R$ 1 bilhão para investir no estado. Pura balela.
Acuado e até perseguido pela ala mais radical do PT, Daniel viu em Cadú a oportunidade de continuar no poder. Daniel não é um poço de virtudes, mas sabe inventar histórias e criar roteiros, como os R$ 44 bilhões que o governo Lula supostamente investiria no RN. Pura lorota. Foi assim que roteirizou a campanha vitoriosa de Cadú. Não falta competência a Daniel. Faltam outras coisas.
No governo Cadú, Daniel vai escolher o cargo. Ficará como secretário dentro do gabinete e ainda vai controlar a comunicação. Terá tempo para fazer o que mais gosta: pensar sem colocar a mão na massa, ligar o radar para construir discursos e perseguir, com mão de ferro, quem ousar atravessar seu caminho. Vai ser o controlador da catraca de acesso ao governador. Bilhete de ouro.