BANNER---SITE---GUST-NEGR---400x400px---DI-MARIA.jpg BANNER---SITE---GUST-NEGR---400x400px---INSTITU---TORRE-FORTE-2.jpg
canindé alves advogado
cidades

Inteligência artificial na justiça: o que as decisões do STJ ensinam às empresas

 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA JUSTIÇA: O QUE AS DECISÕES DO STJ ENSINAM ÀS EMPRESAS

A inteligência artificial já redige textos, analisa documentos e auxilia decisões. Seu uso, porém, levanta uma pergunta que interessa a qualquer empresa: quem responde quando a ferramenta erra ou é manipulada?

No REsp 2.256.731, a defesa de um acusado de homicídio inseriu, em letras brancas, uma ordem invisível ao leitor para que uma IA acolhesse seu recurso. O STJ considerou a tentativa um ato atentatório à dignidade da Justiça, não acolheu o recurso na parte examinada e determinou a comunicação do episódio à OAB e ao Ministério Público Federal para as providências cabíveis.

Nos HCs 1.023.732 e 1.094.270, advogados apresentaram leis ou decisões inexistentes, com indícios de uso inadequado de IA. No primeiro, o pedido não foi conhecido; no segundo, houve negativa de liminar. Ambos motivaram comunicação à OAB.

O HC 1.059.475 envolveu denúncia de injúria racial. Após perícia oficial não confirmar uma expressão supostamente pronunciada, investigadores utilizaram IA, que apontou resultado diferente. Por falta de confiabilidade técnica e validação humana, o STJ determinou a exclusão do relatório.

Já no AREsp 2.848.833, o Tribunal afastou uma tentativa de anular decisão fundada apenas na suspeita de uso de IA, sem demonstração concreta de irregularidade ou prejuízo.

Qual a lição para as empresas?

Embora esses julgados tratem de processos judiciais, seus fundamentos oferecem um alerta ao setor privado: automatizar não significa transferir responsabilidade.

É prudente conferir informações, proteger dados de clientes, controlar as ferramentas utilizadas, documentar procedimentos e exigir revisão humana em decisões relevantes.

A inovação gera valor quando acompanhada de confiança, segurança e governança.

Por

Canindé Alves.
Advogado. Mestre em Direito pela UniBrasil (PR) e doutorando em Direito Empresarial e Cidadania pela UniCuritiba (PR).

Gostou desta notícia?
Participe do nosso grupo no WhatsApp e fique por dentro de todas as novidades!
400x400px.gif GUST_NEGREIROS_REFIS_626x522.gif GUST_NEGREIROS_626x522_CEARA.gif Banner_Iluminacao_400x400px.gif 400x400-Adolescencia.png IRN-campanha-check-up-masculino-blog-do-gustavo-negreiros-mobile-400x400px.gif 320 x 100px.png BLOG GUSTAVO NEGREIROS - 626x522.png BANNERS-GN_317X264_ORATHORIA.gif BANNER_400X400_GUSTAVO.png 96 - FM - depois do post

0 comentários para "Inteligência artificial na justiça: o que as decisões do STJ ensinam às empresas"

Deixe uma resposta para essa notícia

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/1000.


Posts relacionados

Anuncie com a gente Documento com valores para anúncio

Mais lidas

  1. 1

    O troco de Lula em Kassio Nunes Marques depois das eleições

  2. 2

    Paulinho Freire e a cara do secretariado

  3. 3

    O placar de Rogério Marinho sobre a eleição para presidente do Senado

  4. 4

    [VIDEO] Opinião: O Mister Impostos tem um plano

  5. 5

    A preocupação do setor produtivo com o Idema na gestão Cadu