Para quem vê a senhora da imagem que ilustra essa postagem não imagina que esse “despojamento” todo seja da reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Márcia Barbosa.
Mais que querer ousar com as vestimentas, ela tem sido alvo de críticas contundentes pela comunidade acadêmica por sua postura em certos temas dentro da Universidade.
Em setembro do ano passado, a Gazeta do Povo publicou um perfil da reitora em que a define como “tiktoker e de esquerda”.
Para começar, em vídeo saudando os estudantes no início do ano letivo usou linguagem neutra ao se referir como “Sejam bem-vindos, bem-vindas e bem-vindes” com críticas de professores de português além de parlamentares municipais, estaduais e federais de partidos da direita, que acusaram a reitora de promover “lacração” com o dinheiro público.
Em sua posse no cargo de reitora, achou legal chamar figuras históricas da esquerda local e, pra completar, uma bateria de escola de samba. A imagem dançando com os ritmistas rapidamente virou meme, seguida da legenda “Você que paga por isso”.
E tem mais: Em outro conteúdo nas redes sociais, ela pede doações em dinheiro para um autointitulado “coletivo transmasculino” participar de um evento em SP sem esclarecer a importância desse grupo para a UFRGS.
A reitora também teve um episódio em que estudantes evangélicos acusaram a instituição de proibir um encontro de oração na universidade — enquanto eventos com forte viés ideológico, como atos pró-Palestina, continuavam sendo autorizados.
Ela vem sendo acusada de tornar a UFRGS um espaço de aparelhamento político petista.
Não bastasse isso, a reitora teve episódios como o da negociação de terras da Estação Experimental Agronômica da URFGS com o MST. Uma área com mais de 1,5 mil hectares e considerada referência nacional em pesquisas nos campos da agronomia, da zootecnia e das biociências.
Segundo a Gazeta do Povo, ela acabou negando a doação da área ao MST, sob a justificativa de que a estação é altamente produtiva e produz conhecimento. No entanto, a abertura para negociar um patrimônio científico com um grupo militante de esquerda já foi o suficiente para levantar questionamentos sobre o aparelhamento ideológico da universidade.
Esse é o perigo de se ter a esquerda comandando universidades no Brasil.