O município de Arez enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente. A perda significativa de receita proveniente do ICMS da Usina Estivas desencadeou uma grave crise financeira, colocando em risco direto a manutenção de serviços públicos essenciais.
A situação teve origem após decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, que determinou que a arrecadação do imposto fosse destinada exclusivamente ao município de Goianinha. Com isso, Arez sofreu uma queda abrupta em sua principal fonte de receita, impactando profundamente o equilíbrio das contas públicas.
A redução não é pequena — trata-se de uma perda mensal significativa, que compromete diretamente a capacidade do município de manter sua estrutura administrativa e, principalmente, de garantir o funcionamento de serviços básicos à população.
O reflexo dessa crise já é sentido e pode se agravar nos próximos meses. Entre os impactos mais preocupantes está o risco real de fechamento ou redução drástica do funcionamento do hospital municipal, que hoje representa um dos principais pontos de atendimento à população. A possibilidade de interrupção de atendimentos médicos, suspensão de cirurgias e limitação de serviços de urgência coloca em xeque o direito fundamental à saúde.
Além disso, outros serviços essenciais também estão ameaçados. O transporte escolar pode ser reduzido, a distribuição de medicamentos tende a ser limitada e programas sociais podem sofrer cortes significativos. A própria manutenção da máquina pública passa a operar em estado crítico, com dificuldades para honrar compromissos básicos.
Importa destacar que essa crise não decorre de má gestão, mas de um fator externo: uma decisão judicial que alterou significativamente a distribuição de recursos. Ou seja, trata-se de uma situação excepcional, que foge ao controle da administração municipal.
A população de Arez, portanto, vive hoje um momento de incerteza. Sem uma solução para recompor as receitas ou reverter a decisão, o município corre o risco de ver serviços fundamentais serem reduzidos ou até mesmo interrompidos.
O alerta está feito: a crise fiscal de Arez não é apenas um problema contábil — é uma ameaça concreta à qualidade de vida e à dignidade de toda a sua população.