Estimativas de mercado indicam que o volume total de incentivos do governo federal pode alcançar R$ 742 bilhões em 2026 — o equivalente a 5,4% do PIB. O pacote inclui elevação do salário mínimo para R$ 1.717 a partir de 2027, ampliação do Minha Casa Minha Vida, reforço no crédito via bancos públicos e a PEC da escala 6x1. Tudo isso a seis meses da eleição.
Os economistas Rudiger Dornbusch e Sebastian Edwards já descreveram esse padrão: "o populismo macroeconômico enfatiza crescimento e renda e tende a minimizar riscos fiscais e inflacionários". É exatamente o que o Brasil vive. O governo compra crescimento de curto prazo com dinheiro que não tem, esperando que o estouro venha depois de outubro.
O contribuinte brasileiro já viu esse filme: governo Dilma fez o mesmo entre 2013 e 2014, com desonerações trilionárias e maquiagem fiscal. O resultado foi a maior recessão da história do país. Lula repete a receita com novos ingredientes, mas o bolo é o mesmo — e quem vai engolir, mais uma vez, é o brasileiro comum.