A operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em 16 de abril, não apenas prendeu o ex-presidente do BRB como escancarou uma falha sistêmica: a fiscalização de bancos públicos é frouxa quando os gestores são indicados por aliados políticos. O advogado do Banco Master, Daniel Monteiro, também foi alvo de mandado de prisão na mesma operação.
Os detalhes revelados pela decisão do STF incluem um suposto esquema envolvendo repasses milionários por meio de operações imobiliárias. A investigação aponta corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro — o tipo de crime que governos de esquerda costumam atribuir exclusivamente ao "sistema financeiro desregulado". Irônico que o problema esteja justamente no banco estatal.
O episódio reforça o que liberais e conservadores defendem há anos: quanto maior a presença do Estado na economia, maior a oportunidade para a corrupção. Bancos públicos precisam de governança técnica, não de cabides políticos. Enquanto cargos de comando forem moeda de troca, o contribuinte continuará pagando a conta — literalmente.