“O Supremo, no passado, era a instituição em que o Brasil se apoiava para resolver suas crises. O Supremo era o bombeiro do Brasil. Agora é o contrário: o Supremo é o incendiário do Brasil. É o bombeiro que chega jogando gasolina, só agravando a situação”, disse Romeu Zema nesta quarta-feira (22), em resposta ao ministro Gilmar Mendes, que pediu a inclusão do ex-governador de Minas no inquérito das fake news.
A declaração foi feita em entrevista coletiva na Câmara dos Deputados, em Brasília, ao lado de parlamentares da oposição.
Para Zema, enquadrar o conteúdo como desinformação representa uma restrição à liberdade de expressão: “Nós estamos vendo um atentado à democracia. Não se pode mais fazer caricatura, ser irônico”.
“Isso não pode ser feito, pelo que eu sei, na Coreia do Norte, em Cuba, em alguns regimes totalmente autoritários. Parece que estamos correndo risco neste momento de caminharmos nesse sentido”, afirmou.
O ANTAGONISTA