A notícia-crime de Gilmar Mendes contra Zema não encontrou apoio nem dentro do próprio Supremo. Segundo o site ContraFatos, ministros da Corte reprovaram reservadamente a iniciativa do decano. Um magistrado, sob anonimato, definiu o movimento como uma tentativa de "influir na política". Outro classificou como "um absurdo". Um terceiro chamou de "preocupante".
O desconforto interno ganha peso diante do cenário político: o presidente do STF, Edson Fachin, já havia sinalizado negociações para o encerramento do inquérito das fake news, afirmando que "todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno".
A iniciativa de Gilmar vai na contramão desse movimento e reacende a polêmica sobre os limites do inquérito, aberto há mais de sete anos. A PGR ainda não se manifestou sobre o pedido de investigação de Zema. Alexandre de Moraes, relator do inquérito, encaminhou o material à Procuradoria e aguarda parecer.