A pesquisa BTG/Nexus de abril confirma uma mudança estrutural na corrida presidencial de 2026: a direita deixou de depender de um único nome para ser competitiva. Flávio Bolsonaro (45%), Romeu Zema (41%) e Ronaldo Caiado (41%) empatam com Lula no segundo turno, dentro da margem de erro. Qualquer um dos três pode vencer.
Essa é uma novidade relevante. Em 2022, o bolsonarismo era Jair Bolsonaro e ponto final. Em 2026, o campo da direita tem três opções reais de segundo turno, com perfis distintos: o herdeiro do bolsonarismo, o liberal mineiro e o agropecuarista goiano. Para Lula, isso significa que não basta derrotar Flávio Bolsonaro na articulação interna do PL. O adversário pode vir de qualquer flanco.
No primeiro turno, Zema (4%) e Caiado (3%) ainda estão longe de ameaçar. Mas são candidatos que podem crescer se Flávio Bolsonaro tropeçar ou se a direita decidir fazer uma convergência tardia.
O Planalto deveria estar preocupado não com quem vai enfrentar no segundo turno, mas com o fato de que, contra qualquer adversário, os números são os mesmos: empate técnico. Quando todos os caminhos levam ao mesmo resultado, o problema não é o adversário. É o candidato.
Metodologia
A Nexus/BTG entrevistou 2.028 eleitores, entre os dias 24 e 26 de abril, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01075/2026.