A pesquisa BTG/Nexus trouxe um dado que deveria tirar o sono de ambos os lados: Lula e Flávio Bolsonaro têm exatamente a mesma taxa de rejeição, 48%. Quase metade do eleitorado brasileiro já decidiu que não votará em nenhum dos dois, independentemente do cenário. É a eleição do "menos pior" antes mesmo de começar.
Enquanto isso, Zema tem 33% de rejeição e Caiado, 29%. A diferença é brutal. Os dois nomes alternativos da direita carregam quase 20 pontos a menos de rejeição do que os favoritos. Isso não significa que são melhores candidatos. Significa que são menos conhecidos e, portanto, menos odiados. Mas numa eleição decidida por margem mínima, rejeição baixa pode ser a maior vantagem competitiva.
O número de 48% é um muro. Para Lula, significa que por mais que o governo entregue pacotes sociais e renegociações de dívida, quase metade do país não vai mudar de ideia. Para Flávio, significa que o sobrenome Bolsonaro é simultaneamente seu maior ativo e sua maior limitação.
A eleição de 2026 será decidida pelos indecisos e pelos que ainda não se radicalizaram. Para os 48% de cada lado, a decisão já está tomada. A campanha será uma disputa milimétrica pelo centro, travada entre dois nomes que o país já julgou.
Metodologia
A Nexus/BTG entrevistou 2.028 eleitores, entre os dias 24 e 26 de abril, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01075/2026.